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No workshop da Anatel sobre espectro realizado nesta terça-feira, 25, a Vivo defendeu que novos leilões de frequências no País ocorram apenas a partir de 2028. Para a empresa, devem estar no certame o 600 MHz, o 700 MHz e o 6 GHz – onde a tele também defende a limitação do uso outdoor por sistemas de Wi-Fi.

“Olhando para novas licitações, enxergamos três pontos importantes. O primeiro é que o leilão 5G foi recente [no final de 2021] e as operadoras seguem em plena implementação de obrigações bilionárias, em prazo que vai até 2029″, afirmou o diretor de estratégia regulatória da Vivo, Anderson Azevedo .

“Nesse sentido, na visão da Vivo os próximos leilões deveriam ser no médio prazo, a partir de 2028, para equilíbrio com o que está em implementação neste momento”, completou. A Anatel tem determinação de publicar um edital para leilão em 2025, envolvendo ao menos o 700 MHz.

Na faixa, a Vivo defende uma licitação aberta para todas as operadoras, sem prioridade para as regionais. No 600 MHz, a empresa corrobora pleito de inclusão do espectro em leilão para atendimento em áreas rurais, a despeito dos custos da limpeza da faixa hoje utilizada pela radiodifusão.

Já no 6 GHz a operadora defende não apenas o leilão da banda superior de 700 MHz para serviços móveis, mas também a limitação do uso outdoor por sistemas de Wi-Fi. Segundo Azevedo, “certamente haverá interferências” se a Anatel disponibilizar a tecnologia Wi-Fi 6E em ambientes abertos, o que poderia levar a necessidade de reduzir a potência do 6 GHz em eventual leilão para 5G ou 6G.

O mesmo workshop da Anatel teve participação do conselheiro da Abrint, Basílio Perez. A entidade de pequenos provedores defende a manutenção da faixa completa de 6 GHz para sistemas de Wi-Fi e também a liberação para o uso outdoor no espectro, com sistemas de coordenação automática. Segundo Perez, provedores aguardam o ok da Anatel para iniciar projetos e fabricantes já teriam planos de produzir equipamentos do tipo no Brasil.

Granularidade

Outra defesa da Vivo para os próximos leilões foi a manutenção da granularidade do blocos em lotes nacionais ou macrorregionais. “Temos receio que granularidades inferiores a isso possam gerar problemas de gestão e de interferências”, indicou Anderson Azevedo, sobre blocos estaduais ou menores.

Outros pontos reiterados pela Vivo no workshop da Anatel foram o entendimento que o uso secundário de espectro não pode ter exclusividade sob risco de tirar o interesse na aquisição no uso primário; e a defesa de que a Anatel não consolide restrições para o modelo de compartilhamento de rede (RAN sharing) entre grandes prestadoras. No momento, a Anatel busca implementar medidas para ampliar a competição do segmento móvel.

Fonte: Teletime